Uso do Laser em Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Dr. José Antonio Pinto

O uso dos raios LASERS foi desenvolvido em 1965, sendo utilizado em Otorrinolaringologia em 1971 no tratamento da papilomatose laríngea. No Brasil, foi utilizado em 1975 pela primeira vez. Dentre os tipos de LASER, os mais aplicados em Otorrinolaringologia são o LASER de CO2 e de Diodo.

O LASER de CO2 (Dióxido de carbono) possui comprimento de onda de 10,6 micrômetros de energia infravermelha e é monocromático com feixes bem organizados. Pode ser utilizado através de peças manuais ou acoplado ao microscópio cirúrgico (Acuspot/Acoblade). A energia calórica produzida é bem absorvida pelos tecidos moles com alto teor de água possuindo as seguintes características:

Excelente para vaporização de tecidos moles (Ablação)
Coagulação de vasos sanguíneos de até 0,5mm (Hemostasia)
Boa precisão
Diminuição do edema pós-operatório
Facilidade de acesso ao campo operatório
Diminuição do tempo de cirurgia

O LASER de Diodo tem um comprimento de onda de 810nm utilizando cerca de 15W em Otorrinolaringologia. Pode ser utilizado através de fibras de contato, não contato e intersticial. No modo contato, leva a precisão ao cortar ou vaporizar os tecidos, reduzindo a lesão termal colateral. No modo não contato é muito bem absorvido por tecidos pigmentados, tendo assim bom poder hemostático. No modo intersticial é importante para necrose tecidual e coagulação. Ele permite penetração tecidual de coagulação em torno de 5-6 mm.

As principais indicações do LASER na Otorrinolaringologia:

Cavidade nasosinusal, preferência Laser de Diodo

Turbinoplastia no tratamento da rinite crônica
Polipose nasal
Remoção de esporão septal
Atresia coanal
Epistaxe e doença de Rendu-Osler
Cirurgia endoscópica nasossinusal – fess

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Ouvido (Laser de Diodo ou CO2)

Miringotomia
Timpanoplastia
Otosclerose (estapedotomia)
Meatoplastia
Pólipos e tumores benignos
Cavidade oral e faringe (Laser de Diodo ou CO2)

Tonsilectomia palatina e lingual
Criptólise
LAUP – tratamento do ronco
Lesões benignas de palato, gengiva e língua
Tumores malignos (t1) de assoalho de boca, língua e palato mole
Terapia fotodinâmica de lesões extensas de cavidade oral e faringe

Laringe, preferência Laser de CO2

Nódulos, pólipos e cistos de pregas vocais
Papilomatose
Edema de Reinke
Granulomas
Lesões vasculares
Sulco vocal e cicatriz
Malformações congênitas
Laringomalácia
Sinéquias
Estenose subglótica
Hemangioma subglótico
Paralisa bilateral
Aritenoidectomia
9. Estenose laringotaqueal

10. Lesões pré-malignas

11. Lesões malignas

Cordectomias
Supraglotectomias
Glossectomias

0
%